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sexta-feira, 6 de abril de 2012

"Chaves Gestuais para a Interpretação do Tarô" por Enrique Enriquez

As "Chaves Gestuais para a Interpretação do Tarô", escrito por Enrique Enriquez, serve como introdução ao livreto que acompanha o baralho restaurado de Jean Dodal


É um escrito condensado, que demonstra a forma lírica como Enriquez encara o Tarô, sem fórmulas complexas e sem significados pré-concebidos. 



Terminei de traduzí-lo semana passada e este fará parte do material que pretendo disponibilizar junto com os Tarôs de Jean Dodal e Jean Noblet. 



Tomei a liberdade de mostrar ao próprio Enriquez o resultado. E para minha satisfação e alegria o trabalho foi aprovado!


Deixo com vocês as chaves de Enriquez:


A presença faz o sentido.
À esquerda, lembranças,
à direita, o que virá.
Só aqueles que te olham nos olhos é que vêem o presente.
Que a cabeça mostre sua atenção.
Faça o que a imagem faz, não o que ela diz.
Senta-te passivamente, pare receptivamente, caminhe ativamente
Incorpora teu destino.
Duele com a espada,
construa com o paus,
ofereça uma taça,
plante uma moeda.
Que as mãos mostrem sua intenção.
Esqueça o que é o vermelho, e veja o que realmente é o vermelho,
Detenha-te em um número como se fosse uma montanha, e desnude-se até ficar só em tua armadura;
Porque o que transforma chumbo em ouro também transforma sal em açúcar,
O que se avança um passo, atrasa-se em outro
E o que vistes te desnudarás.
Reconheça uma imagem através de suas amigas
As verdades mais profundas ocultam-se no óbvio.


Maiores explicações sobre estas chaves estão no folheto de Jean Dodal...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Em Busca do Baralho Perfeito III... (Estudos Iconográficos)

Como  o estudo iconográfico que tenho empreendido tem me deixado cada vez mais desgostoso com o baralho de Rider-Waite, passei a procurar um novo baralho, que guarde a riqueza original, seguindo duas premissas:
  • que não siga modismos e nem seja voltado à iniciação de seitas ou grupos esotéricos; e

  • que tenha ligação com suas origens e, consequentemente, com as motivações culturais de quem moldou essas imagens (sobre isso já falei em duas oportunidades aqui e aqui).


As evidências que tenho colhido é a de que: quem gera novos baralhos está querendo impor uma maneira própria de encarar a vida, adicionando símbolos condizentes à sua doutrina (no caso de Waite, Wirth, Crowley) - ou ao seu bolso (no caso dos baralhos modernos).

Desta forma, o caminho mais coerente seria o de procurar os baralhos mais antigos e quem sabe o baralho original, mas isso não é tão fácil. Mesmo com todas as descobertas dos últimos 20 anos, não se sabe se houve um baralho original. Somado à isto, dos baralhos mais antigos poucos restaram completos. Estes eram baralhos realizados por encomendas de casas reais e para exclusivo uso da nobreza.



Em um primeiro momento, estas opções ficam excluídas, restando os baralhos do Tarô de Marselha. E aí há um grande número de opções. As remodelações e edições modernas como a de Fournier (à esquerda) e a da Aliados da Arte (à direita) ficam de fora. De acordo com este artigo da Bete Torii sobre o Tarô de Marselha, no Clube do Tarô, também serão excluídos:




A Papisa
por Kris Hadar

  • o baralho da Grimaud, editado por Paul Marteau, que não reproduz as cores utilizadas nas primeiras edições do século XVIII, por uma deficiência tecnológica da época a paleta de cores impressas foi diminuída;

  • o baralho restaurado por Kris Hadar, que apesar de apresentar uma colorização suave e agradável aos olhos, fez adições inexplicáveis a algumas cartas.



Restando os baralhos de Jean Noblet e de Jean Dodal (os mais antigos Tarôs de Marselha) restaurados por Jean Claude Flornoy e o Tarô restaurado por Alejandro Jodorowsky e Philippe Camoin. Entre estas opções o mais atraente em termos de apelo iniciático e de traçado (mais limpo e suave, seguindo o modelo de Nicolas Conver) é o restaurado pela dupla, que na palavra dos mesmos: "é um trabalho onde a Verdade Tradicional foi restaurada."

Porém, as datas do baralhos de Jean Noblet (que antecede em mais de um século o baralho de Conver) e de Jean Dodal são convidativos para se adentrar no contexto cultural dos imagineiros, como diz Flornoy.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Documentário sobre o Tarô: Tarology!


Enquanto estava fazendo o dever de casa pesquisando sobre a forma de interpretação de Enrique Enriquez (seguindo a sugestão dada por Rasa) e tentando fugir do resultado negativo encontrado em http://enriqueenriquez.net/index.html (com propagandas de domínios de internet). Achei este interessante projeto: http://www.indiegogo.com/Enrique-Enriquez-Project.



Me empolguei mesmo! Estão em fase de arrecadação, através de Financiamento Coletivo (crowdfunding). Dê uma conferida nos trailers e se calhar, contribua! Se der certo, vou ganhar uma carta de Tarô autografada.